quinta-feira, 8 de setembro de 2011

A pequena rainha

Quando tu eras apenas uma menina
vestida de criança
concertando seus feitos
dizendo sim ao crescimento
esperando por alguém
não sabendo ainda quem
aproveitando os sentimentos
mas vivendo em ordem e não ao relento
deixou de ser a menina
para virar uma rainha
longe do alcance dos súditos
estando longe querendo se aproximar
virou alguém destinada a virar
mas sua essência não morreu
virou mulher
e de coisas se esqueceu
virou porque tinha que virar
mas vai continuar
sendo a criança de um dia
sem se despir da rainha
sem para trás precisar voltar
veja quanto amor se tem para dar
mas há um tesouro escondido
destinado ao preferido
onde ninguém pode achar
traçado por Deus
que não deixa se enganar
guiará a rainha
esquivando de piões e bispos
aniquilando torres e cavalos
até ao rei derrubar
caído de amor
derramado em óleo
sua rainha encontrou
não deixará jamais se perder
o tesouro que o achou
para governar seu reino
feito de nobreza
acompanhado por seu tesouro
produziu do seu interior um ouro
misturado àquilo que Ele o entregou
produziu de duas vidas
um metal precioso que jamais enferrujou
assim como o amor
de todos os tempos a existência é uma só
não passará daqui para lá
a rainha provida
sem seu rei encontrar
festa no reino
festa no Reino
o casamento chegou
a união de dois
feita por Um
escrita em Três
que jamais arrebentará
o reino se alegrou
todo o Reino se alegrou
a taça foi quebrada
o mel se derramou
a união foi consumada
e o selo se colou
a carta foi escrita
a carta foi enviada
em seu veloz trajecto
só no céu foi rasgada
pelo Supremo foi lida
pelo Supremo foi chorada
a história de duas vidas
a tão bela carta escrita
que por Ele mesmo foi criada.

Jérfiçu

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